Arquivo mensal: setembro 2007

Mouse Razer DeathAdder

Hoje tive a oportunidade de testar o mouse DeathAdder, da Razer, é um mouse para gamers, mas suas características servem muito bem para quem é designer, desenhista, artista, etc., por sua impressionante acuidade e sensibilidade.

Só pra você ter uma idéia, o sensor dele é de infravermelho 3G, de 1800dpi de definição. Apenas para comparar com o que eu uso aqui, o Mighty Mouse da Apple, esse é óptico e tem 800dpi, nem metade do que o DeathAdder. Ele tem uma resposta de 1ms, comparado a 8ms de outros mouses para gamers. A diferença entre um mouse óptico e um infravermelho é que os dois tem o mesmo princípio básico, fazendo leituras da superfície e calculando os movimentos através dos flashes de luz que emite. Porém, o chamado óptico (porque o infravermelho também é óptico) usa um LED para captar a superfície, enquanto o infravermelho utiliza um laser, proporcionando uma resolução maior nos flashes capturados. O mouse óptico convencional tem umchip com sensor que tira “fotos” da superfície conforme se move o mouse. Essas imagens são comparadas e assim o chip determina quantos pixels o mouse moveu e em qual direção. Nos mouses infravermelho, um laser brilha na superfície, e a luz desse brilho volta para o próprio laser. O movimento na superfície muda a freqüência da luz refletida em um movimento chamado DopplerShift. A diferença entre a freqüência entre a luz emitida e a refletida é captada por um sensor de foto-diodo, que regula a energia gasta no mouse. Essa regulação corresponde ao quão rápido a superfície está se movendo sob o sensor. A direção do movimento é medida pela variação de freqüência dos dois lasers posicionados ortogonalmente. ODeathAdder é ainda mais rápido e com mais acuidade porque o fato de ser para jogos faz com o que o laser fique ligado ininterruptamente para captar os movimentos instantaneamente (os mouses infravermelhos normais são programados para diminuir a intensidade do laser quando não estão em uso, para aumentar a vida útil e economizar bateria – quando sem fio –).

Para o mundo gamer, toda essa acuidade ajuda na hora de mirar inimigos com seus rifles, mais precisão na hora de andar, se esconder, etc. Para os criativos, significa mais facilidade na hora de retocar fotos, fazer desenhos vetoriais, entre outros trabalhos.

A sensação de usá-lo é muito boa. O teflon especial que tem embaixo dele torna-o extremamente silencioso, e elimina a sensação de estar gastando plástico na mesa, como no caso do Mighty Mouse. Além disso, ele é 2.5x mais rápido do que os mouses normais. No meu iMac G5, tive que colocar a velocidade do mouse no mínimo, e ainda assim ele está mais rápido do que eu queria utilizar.

Ele tem, ao seu lado, dois botões programáveis mas, infelizmente, não pude testá-los, porque o driver que acompanha o produto não tem versão para Mac. Um ponto negativo para a Razer, que em seus produtos mais antigos disponibilizava um driver (bugado, mas disponibilizava). No design do produto em si, nada a reclamar. Apesar de ser mais trambolhudo que o Mighty Mouse (que é minimalista ao extremo), ele é extremamente ergonômico, e se encaixa perfeita e suavemente à mão. A camada de borracha que fica em cima dele proporciona ainda mais conforto no uso (pena que, pelo que dá pra ver, 1 ano de uso intenso e essa borrachinha vai pro brejo), evitando que a mãoescorregue. O clicar do mouse é como nos outros mouses da Razer: silencioso e macio. Ah, outra vantagem: em relação aos outros modelos da Razer, esse é bem pouco “palhaço”, pois só fica aceso no scroll e no logotipo da empresa (nada comparado aos outros, como o Diamondback, o Copperhead,o Kralt ou o Boomslang). Porém, o fio extremamente comprido atrapalhou um pouco em cima da mesa, e o fato de usá-lo sem mouse pad fez com que ele sujasse muito rápido, e incomodasse na hora de realizar tarefas que exigiam mais precisão.

Seu preço aqui no Brasil está por volta de R$ 260 (o Mighty Mouse está R$ 300). Para um mouse bom como esse, que bate pau a pau com os melhores da Microsoft, vale a pena.

Site do produto

Prós: Silencioso, ergonômico e muito rápido. Grande acuidade.

Contra: Suja muito rápido embaixo, fio muito comprido.

Preço: R$ 260 (aprox.)

Onde encontrar: www.smartdata.com.br

Anúncios

Touchscreen? Não, mouse!

A Samsung está preparando um smartphone pocket PC com cursor. O controlador estaria no lugar onde teria um 5-way pad. Com a leva de aparelhos touch e multi-touchscreen que tem aparecido, essa vem a ser um conceito diferente de interação e navegação pelas interfaces de mobiles. Parece ser uma scrollball como no Apple Might Mouse.

Dica de site

Site da Apple com centena de pequenas dicas para quem já conhece um pouco do Sistema Operacional OSX, e quer se aprofundar em dicas que vão fazer com que você pareça um Pro.

Dicas legais para Color Sync, controles secretos para fazer PDFs em tamanhos baixos, como enviar seus arquivos para outro Mac rapidamente, fazer arquivos em ZIP com apenas um clique…

Enfim, vale uma olhada pra se aprofundar mais no sistema e sentir vontade de ir conhecendo mais.

Powered by ScribeFire.

Novos iPods lançados

Finalmente saíram os novos iPods. A comunidade Apple, acostumada a revoluções de design a cada keynote de Steve Jobs, já estava ficando desanimada com tanto “mais do mesmo”. Dessa vez, eles não tiveram com o que se decepcionar.

specs_nanodimensions_20070905.png

Não houve nada de arrebatador nos lançamentos, mas as mudanças fizeram bem aos novos aparelhos. O iPod nano, por exemplo, ganhou uma tela maior (2 polegadas), similar à dos iPod vídeo, além de outras features, como o Cover Flow (browse de músicas e álbuns por capa) e a capacidade de exibir vídeos (em 320 x 240 pixels) e jogos. Por conta disso, é mais achatado, quase um quadrado. Ficou também mais fino (apenas 6,5 mm) e com display mais brilhante. Suporta até 24 horas de áudio e 5 horas de vídeo, muito bom para aproveitar os 4 ou 8 Gb de espaço. Por enquanto, ainda não está disponível por aqui, mas nos EUA custa US$ 149 o modelo de 4 Gb (apenas em alumínio normal)e US$ 199 o de 8 Gb (nas cores cinza, azul, verde, preto e vermelho).

overview_hero20070905.png

Para agradar aos mais radicais, que gostam do velho e bom iPod vídeo, Jobs apresentou o iPod Classic. Não é nada mais do que o iPod geração 5 (e meio) revestido de alumínio escovado (estilo iMac 2007), com uma turbinada no HD: agora com 160 Gb (a única coisa que justifica esse modelo), pesando apenas 162 gramas. Sua interface sofreu os mesmos upgrades que o Nano, o Cover Flow e algumas melhoras na interface em geral. Agüenta, em média, 40 horas de áudio e 7 de vídeo, mais do que o Nano. O preço é razoável pela sua capacidade de armazenamento: US$ 349 tanto para o modelo cinza quanto para o preto (ah, existe também a versão de 80 Gb, pelo valor de US$ 249, as duas cores). O HD é sua única diferença e sua única vantagem em relação à estrela do evento: iPod touch.

wifistore_hero20070905-copy2.png

O iPod touch também não impressiona no design. É uma resposta ao resto do mundo (fora os EUA), para quem não quer comprar o iPhone para usá-lo apenas como iPod. O modelo touch é muito parecido com o iPhone, mas é mais fino, não possui câmera nem falantes externos e é ligeiramente menor em altura. Tem display de 3,5″ que vai agradar muito aos aficcionados por assistir vídeos no iPod. Porém, tem Wi Fi, uma novidade esperada há muito pelos fãs do iPod. Com ela, será possível baixar músicas diretamente do aparelho, pela iTunes Wi Fi Music Store e da Starbucks Music, acessar o browser Safari e navegar pelos vídeos do YouTube. O fato de ser Multi-touch também impressiona. Pra quem já mexeu em um iPhone, sabe como é viciante a qualidade dessa feature nos produtos da Apple. Pode funcionar por 22 horas com música e 5 horas com vídeo (o que eu duvido muito, com uma tela touch daquele tamanho). Possui versões de 8 e 16 Gb, custando US$ 299 e US$ 399, respectivamente.

No mesmo evento, Jobs também anunciou a queda nos preços do iPhone, agora US$ 200 mais baixo (passou de US$ 599 para US$ 399). Além disso, ficou clara a eliminação do modelo de 4 Gb, que não fez muito sucesso com o público. Os shuffles também foram citados, mas apenas para anunciar a troca de cores (as mesmas que os dos novos Nano), e o mesmo preço foi mantido (US$ 79).

Assim, jobs encerra a parte tecnológica do seu evento. Ele também mostrou algumas novidades na iTunes Store, mas não me vem ao caso, já que nem temos uma filial dela por aqui. Os iPods foram fragmentados em vários modelos, para atender à necessidades específicas de cada usuário. Isso agradou muito a comunidade Mac, que sempre gosta de novos modelos, novos designs e novas features.

Enquanto isso, a Microsoft anuncia a queda no preço do Zune: a caquinha marrom agora custa US$ 199. Tsc tsc.