Arquivo mensal: janeiro 2008

Arte e Tipografia…

Para quem na sua infância brincou de imitar animais com os gestos das mãos sobre a sombra da parede, pode ver que a “brincadeira” do artista Fred Eerdekens vai muito mais além. Já imaginou escrever na parede com sombras?? Pois é justamente isso que encontramos no site de Fred Eerdekens. Tratam-se de objetos que “desenham” tipos através de sombras de objetos que, a princípio, não formaríam nada, mas acabam revelando um verdadeiro jogo de luz, e estratégia de posicionamento dos objetos. Visite o site na seção “Pictures”, para ver também outras obras.

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Type in the sky


Ainda na arte de “brincar de imaginar” e produzir tipos,o site Slanted também possui uma amostra de trabalhos interessantes.
Como diz o site, trata-se de um verdadeiro alfabeto no céu, onde as letras são formadas pela arquitetura dos topos dos prédios.
Além da atrair pela tipografia produzida, o trabalho também surpreende pela técnica de fotografia envolvida e pelo design em si, afinal não é sempre que vemos uma mistura de formas concretas e abstratas formando um todo como este.

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ColetiveMobile


Para quem quiser ver mais trabalhos que envolvam tipografia, a categoria de tipografia do site Coletivemobile está recheada dessas e de outras dicas também, com direito a tipos animados e outros trabalhos interessantes. Vale a pena a visita.

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Lambe-Lambe

Continuando a escrever sobre as intervenções urbanas, no primeiro post escrevi sobre sticker e agora vamos falar sobre lambe-lambe e suas questões. Quando as pessoas começam a se interessar por sticker e lambe-lambe, é mais fácil produzir um lambe-lambe, além de ser mais barato também do que um sticker, conseguindo quase o mesmo efeito de um sticker.

 

Lambe-Lambe

Tipos

Se você fizer uma pequena pesquisa na web, vai encontrar dois tipos de de lambe-lambe. O primeiro é um tipo de fotografia, técnica, câmera e fotografo (+) (+1) que é chamado lambe-lambe. O segundo tipo é o lambe-lambe, cartazes colados na rua, que hoje são utilizados como uma forma de intervenção urbana, e são esses que irei abordar aqui.

 

Onde surgiu

O lambe-Lambe basicamente é um poster de papel colado com cola, geralmente em muros e postes. Há séculos já é usado para a publicidade, divulgação e comunicação (quem nunca viu um lambe-lambe de algum ladrão sendo procurado em filmes de faroeste?), e já está no inconsciente coletivo. Aqui no Brasil, é comum os lambe-lambes para divulgação de shows (os clássicos posteres de tipografia com letras enormes e em duas cores), sendo hoje mais comum a divulgação de shows menores. Se aproveitando dessa técnica, alguns artistas nos EUA começaram a usar o lambe-lambe para intervir na cidade de forma artística. Depois, aqui no Brasil também foi usado para fins artísticos, tendo como percursores alguns coletivos como o SHN, Faca e projeto Chã, no começo dos anos 2000 (onde vi e comecei a me interessar por essa nova forma de intervenção. Antes dessa data e desses coletivos nunca tinha visto lambe-lambes artísticos). Como não existe nenhuma referência sobre o assunto, as informações são incertas e desencontradas, informações  sempre fornecidas por pessoas que vivenciaram e estavam envolvidas nesse processo (Para quem quiser, o site obey.giant.zip.net disponibiliza algumas informações sobre o começo do lambe-lambe)

Lambe-Lambe - PropagandaProcurado

Objetivo

Reutilizar, aproveitar e até mesmo “roubar” de lugares que geralmente estão abandonados. Alguns lugares na cidade que deixam espaços vazios, como caixas de telefone e postes podem ser um suporte para o lambe-lambe ou objetos que já possuem uma função. Com a intervenção do lambe-lambe, estes passam a ter outra função como é o caso das placas de rua e faróis, entre tantos outros suportes. Cada artista e lambe-lambe se propões a um tipo de sentido, e cada observador desses lambe-lambes tem uma sensação.

 

Lambe-Lambe X Sticker

Mais de uma pessoa já me perguntou qual é a diferença, e acho que se não nos prendermos em detalhes e nomes, basicamente não existe nenhuma diferença. Ao nos concentrarmos nos detalhes, podemos ver duas diferenças:

  • Cola: O Sticker já tem cola, enquanto o lambe-lambe não;

  • Tamanho: Geralmente os Stickers são feitos em formatos menores, e o lambe-lambe em grande formatos.

Poderia ser notado também, técnicas para produzir cada um e questão econômica na produção. Há quem não faça distinção, como nos EUA, aonde tudo é chamado de sticker. A separação é feita por uma mera questão de classificação.

 

Como Produzir?

Como o sticker, o lambe-lambe tem várias formas de ser produzido. A mais comum é pegar um desenho, xerocar e colar. É comum também fazer os posteres com stêncil. Abaixo, dois vídeos mostrando como fazer um lambe-lambe xerocado e com stêncil.

 


Dica do leitor Marcel

 

É possível fazer com serigrafia, ou qualquer outra forma de impressão. O “projeto lambe-lambe”, por exemplo, só produz lambe-lambe com xilogravura (+). Existem algumas iniciativas de lambe-lambe feitos com xilogravura. Veja algumas:

Valongo

Lambelambe-midia informal – Espaço Coringa

 

Para mais informações de como produzir, recomendo pesquisa na web, e também uma olhada nessas comunidades:

Lambe-Lambe / Stickers

LAMBE-LAMBE

Elas são sempre boas e ajudam.

 

Cola

Essas receitas de cola rodam pela internet, eu prefiro a de polvilho.

 

Cola de Polvilho

  • Ingredientes:

– 5 colheres de sopa de Polvilho doce

– 1 litro de água

– Cola branca

  • Modo de preparo:

Coloque as 5 colheres de sopa de Polvilho doce em 750 ml de água e dissolva bem, deixando cozinhar no fogo baixo até engrossar (será fácil perceber). Depois, coloque o resto da água fria e continue mexendo por mais alguns minutos. Tire do fogo e coloque um pouco de cola branca, para a cola grudar mais. De preferência, espere esfriar a cola e use em seguida (ou em alguns dias), não aconselho guardar.

 

Cola de Farinha de trigo

  • Ingredientes:

– 7 colheres de sopa de farinha de trigo

– 1 colher de sopa de vinagre ou pinho sol (para evitar bichos)

– 1 litro de água

  • Modo de preparo:

Ferva 3/4 da água em uma panela grande. Misture separadamente em uma tigela, 1/4 da água fria com a farinha até dissolver totalmente. Jogue a mistura com farinha na água fervente e mexa por 5 minutos.

 

Artistas

Se quiser ver uns bons trabalhos, cole nos sites abaixo:

SHN

Fefe Talavera

Faca

Obey

Projeto Chã

 

As questões de onde colar e por quê seguem a mesma linha do post sobre sticker. Com o tempo, vou tratar de temas mais específicos de intervenção, mas por enquanto vamos ficar nos assuntos mais básicos e gerais.

Montando Lego no computador

Acho que o pessoal que nasceu na década de 80/90 com certeza já brincou com o Lego. Pois bem, se você acha que isso é uma doce memória infantil, dê uma olhada na adaptação tecnológica da empresa para que esse brinquedo não fique no passado.

A Lego desenvolveu um software, o Lego Digital Designer, no qual é possível montar qualquer coisa com praticamente todos os formatos de peças possíveis. Numa interface que lembra um pouquinho o SimCity você pode escolher o tipo de brinquedo que irá montar: será uma engenhoca ou uma peça freestyle? Além disso, o Lego Digital Designer possui muitas opções interessantes, há uma espécie de “gravador” no qual você pode dar play e ver como montou todas as suas engenhocas, uma mão na roda para refazer obras-primas, mas você também pode comprar engenhocas no site e encrementar o software ou pode até mesmo indicar o a sua obra para venda no site (a minha está nesse endereço), há um botão que mostra exatamente quantas peças e o valor do brinquedo em várias partes do mundo.

No começo eu pensei “que chato não é a mesma coisa…”, porque demora um certo tempinho para se acostumar aos comandos e o único defeito é a falta de uma ferramenta para deslocar a tela e ajusta-la, só temos zoom e rotação. Mas mesmo assim foi muito divertido e gastei horas montando a minha “casinha”.

Esse software com certeza é uma estratégia muito bem engendrada pela Lego para interagir com o mundo tecnológico e a web. Com interface simples mas que não apela para o infantil, pode ser usada por principiantes no mundo do brinquedo, bem como os seus fãs nostálgicos, e isso também fica bem claro no site da Lego onde há uma seção “Club”, em que você pode criar um avatar e trocar experiências, ver vídeos e jogar outros jogos (infelizmente a maioria é paga).

Dê uma olhada, vale a pena experimentar o Lego Digital Designer. Você pode passar inacreditáveis horas montando, montando, montando e montando…

 

Faça o seu Sticker

 

Faça o seu Sticker

Para você que gosta dos stickers que vê na rua, gostaria de fazer e não sabe como, vou mostra algumas formas de fazer um sticker. Se você já deu uma pesquisada na web, deve ter encontrado o que vou postar aqui, pois com pouca pesquisa já da para ter bons resultados, mas para quem não conhece nada vou mostrar algumas fontes para começar a fazer e entender, aí depois é correr a atrás. Sticker nada mais é do que um adesivo, como o próprio nome em inglês diz. Aqui no Brasil e no mundo é usado a expressão “Sticker art” para definir os adesivos que são colados na rua com o intuito de intervir na cidade de forma artística, que é o tipo de sticker que estamos falando aqui.

Profissionalmente, um adesivo pode ser feito de duas formas: serigrafia, que é a mais comum, e imprimindo com uma impressora no papel adesivo. Esses dois métodos dependem de alguns recursos que nem sempre estão disponíveis para todos, então vamos ver algumas formas alternativas para produzir seu sticker.

Fazer um sticker com stencil é uma boa opção para quem quer começar, com um papel adesivo ou vinil (que não é aquele vinil de música, é um adesivo plástico), spray e um stencil (que consiste em um papel ou plástico duro – papel cartão, canson, chapa de raio-x – recortado criando, uma mascara deixando passar tinta só onde foi recortado). Dá para fazer bons adesivos que podem ter ótimos resultados, mas um ponto fraco dos adesivos feitos com stencil é que geralmente a tinta acaba saindo com o tempo, mas isso pode ser usado de uma forma boa e ao seu favor.

Para ilustrar segue um vídeo do YouTube mostrando stickers feito com stencil.

Uma forma mais simples ainda é pegando, um papel adesivo (de papel mesmo, não de plástico ou couchê), algumas canetas que não saem com água e desenhar no sticker à mão mesmo. Existem pessoas que conseguem resultados muito bons fazendo stickers à mão. Da mesma forma que sticker feito com stencil, o sticker acaba apagando com o tempo.

Segue um vídeo mostrando como fazer o seu sticker à mão.

Por último, um vídeo que mostra varias técnicas juntas, faz um apanhado geral.

A maioria do material necessário para fazer o seu sticker tem em uma papelaria, e para quem é de São Paulo a galeria do rock tem o papel adesivo no 4º andar. Lá também tem material para serigrafia para quem se interessar, e no andar subterrâneo da galeria tem a loja Grapixo que vende sprays e canetas boas. Em média o metro do papel adesivo custa 2 ou 3 reais, as canetas entre 2 a 25 reais e os sprays de 12 a 18 em média.

Tá, fiz o meu sticker, e agora? Uma resposta fácil é cola aí na rua e já era. Fazer um sticker/adesivo qualquer um faz, mas não basta só isso, pois mais do que fazer é colar e entender o porquê de fazer isso. O que eu, você ou qualquer um ganha com um adesivo na rua? Quando começou a se difundir esse “novo meio” de arte de rua no Brasil em 2003 (foi quando tive meus primeiros contatos), foi tido como algo que pretendia reutilizar espaços, mudar e se manifestar através de adesivos que geralmente são colados em placas, faróis, lixeiras… E segue até hoje com essa proposta. Um adesivo na rua pode ter bastante impacto sobre a cidade e os transeuntes, causar as mais diversas interpretações e sensações, desde o adesivo que já foi pensando com um propósito a um adesivo que foi colado simplesmente por estética. Todos são válidos dependendo, claro, do ponto de vista.

Hoje em dia, pelo menos em São Paulo, acho que o sticker tem a função citada acima, mas não é mais um intervenção, uma manifestação ou coisa que o valha como era antes. Falando em termos de cidade e transeuntes, a cidade está encharcada de adesivo nas placas e faróis, e o que era para mudar se tornou parte do cotidiano perdendo sua força. O cara que mora aqui em São Paulo já se acostumou com aqueles adesivos, cores e desenhos, já passa batido, e talvez seja a hora de pensar em uma nova forma de utilizar o sticker, se renovar.

Para quem quer discutir novas forma de utilizar o sticker, ver mais sobre stickers e técnicas de produzir, deixo dois links de comunidades para trocar idéias e stickers.

Street Sticker

Eu cola Sticker


Poste para começar a falar de intervenções urbanas, vou postar sempre umas idéias e material sobre o assunto que acho relevante.

O fim do Foleo?

Para quem é um pouco ligado no mundo Palm, ou pelo menos fuça pelos becos escuros do mundo da tecnologia, deve ter ouvido falar do Foleo, aquele que “foi sem nunca ter sido” da Palm.

Uma espécie UMPC de 100 dólares que custaria 400, com um simples sistema variante do Linux, que só seriviria como uma extensão de tela e teclado maiores para o seu portátil, seu Palm TX, LifeDrive, Treo… o que quer que fosse.

O fracasso foi tão imenso e tão devastador que o produto nem chegou a ser comercializado, decepcionando e deixando receosos muitos fãs da Palm, com a quase certeza de que, dessa vez, a empresa não resistiria (não é bem verdade… ela tem o Treo, pô! E agora tem o Centro! ¬¬).

Um dos motivos do fracasso do natimorto Foleo, foi o lançamento do Eee PC, da Asus, que se fortalece a cada dia, ganhando fãs e compradores no mundo todo (se já tivesse no Brasil pra vender, eu compraria). O Eee PC seria o primo pobre e mais velho do MacBook Air, sem o glamour e hype do mesmo.

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Mas… tem gente que gosta de insistir… O REDFLY Mobile Companion é quase uma versão “esculpida em carrara” (ou cuspida e escarrada, como gostam de dizer por aí) do amigo Foleo, com pequenas características superiores ao falecido. Se conecta por Bluetooth ou USB com alguns outros modelos de Smartphone, como os HTC e os Samsung, o que pode lhe dar uma pequena vantagem sobre seu funesto concorrente.

Entretanto, não funciona com o sistema operacional Palm OS. Pra sorte da Celio Corp, sua fabricante, o produto ainda não está no mercado. Com o Eee PC e o mundo dos subnotebooks crescendo assombrosamente, “big-gadgets” como esse não estão colando mais.

CG Society

Estava procurando algo bem interessante para postar aqui no tema Arte Digital ou Ilustração, e lá no meio de um monte links imprestáveis no Google achei um site que vale muito a pena.

O CGSociety é um site que reúne artistas digitais (muito bons) para compartilhar trabalhos e experiências além de notícias do que há de mais novo no mundo da computação gráfica. O site é muito bem diagramado parece uma revista impressa em algumas partes. Indico para ler e ver as biografias e matérias são maravilhosas! Abaixo há algumas screens do da Matéria sobre diagramação de capa acredita? As dicas servem não só pra quem mexe com 3d mas para diagramadores, designers gráficos e ilustradores.

As biografias são ótimas mostrando rascunhos de imagens de concepção dos autores, onde eles citam até mesmo como é o seu processo de produção de uma peça, realmente genial. Acesse e marque agora no seu bookmark por esse site é tudo de bom para ter de referência.


Na imagem, rascunhos para arte de Hong Jie Cao, para ver a matéria completa mp CGsociety clique aqui.

CG Challenge XXI Strange Behavior
O site CG Society realizou em dezembro de 2007 um concurso com o tema “Strange Behavior” ou Comportamento estranho. Clique e veja os ganhadores, são muitas categorias com diversas opções de animações. Há um categorias para curtas, outro modelagem, luz etc. Referência com trabalhos muito bem feitos, um deleite aos olhos. Abra a sua mente para animação, afinal não é só a Pixar e a Dreamworks que fazem 3d né?