Astronomia e tecnologia no Campu Party

Por dentro do Planetário, campuseiros tiveram a oportunidade de conhecer como ele funciona.

Se você já foi no planetário Aristóteles Orsini, o conhecido Planetário do Ibirapuera, vai entender quando eu digo que lá dentro é arrepiante.

Não de medo, mas quando as luzes se apagam e o projetor é ligado, exibindo uma bela simulação do Universo, não tem como não se emocionar e, às vezes, ter alguns arrepios.

Porém, como é que isso é feito? Como é possível uma imagem tão fiel de todo o Universo dentro de um salão abobadado?

Ontem, às 23:30, os participantes tiveram a oportunidade de saber disso e outras coisas, dentro do próprio Planetário.

Após uma das tradicionais sessões do local, “Os Planetas do Universo”, com duração de mais ou menos meia hora, as luzes se acenderam, e conhecemos alguns funcionários do Planetário. Walmir Tomazi Cardoso, o Assessor da Secretaria do Meio Ambiente, tem formações na área de Astronomia, e falou com amor sobre o local, e respondeu à todas as perguntas dos curiosos por tecnologia.

A foto acima mostra o projetor do Planetário. Feito pela Zeiss, Walmir relatou que cada um desses projetores é feito exclusivamente para o local que o compra.

Esse projetor é um maquinário extremamente complexo. Formado por lentes de todos os tipos de tamanho e comprimento, tem seu interior forrado de fibra ótica. A fibra ótica colabora para que as estrelas oscilem um pouco no seu brilho, o que contribui para a sensação de realidade. Existem, no projetor, saídas especias para alguns elementos celestes, como para a Via Láctea, o Sol e Lua.

Mas o que controla todo esse caro (avaliado em 5 milhões de reais) e complicado equipamento? Youssef, um dos controladores, explica. “Aqui, tudo funciona com base no Windows NT”. Depois de alguns grunhidos de reclamação por parte de todos, Youssef completa: “seria bem melhor se fosse um Macintosh”. Entretanto, o software foi produzido no sistema operacional da Microsoft, e numa versão antiga do mesmo. Por causa disso, às vezes o software é um pouco “teimoso” para fazer o que pedimos, brinca Youssef. Infelizmente, não há muita opção para um equipamento tão exclusivo. “Os alemães da Zeiss vieram e explicaram o funcionamento do software, que era um pouco desambientado do perfil do Brasil. Por isso, demos uma mexidinha para que ele se adaptasse melhor ao país”. Interessados, os dois controladores descobriram várias outras funcionalidades a respeito do equipamento e do software, que fazem com que as apresentações fiquem muito mais bonitas.

Depois de todas as perguntas respondidas, os participantes da sessão puderam tirar fotos e conhecer os equipamentos atrás do balcão.

O maquinário, com softwares em Windows NT.

Toda essa discussão nos faz pensar: o que está disponível nessa área para quem tem Mac?

Em outra palestra, realizada dia 14, Walmir recomenda alguns softwares, muitos deles disponíveis para Mac. “O Stellaruim, open source e o Starry Night são bons para principiantes. O Google Sky é para quem já sabe mais”.

Sobre Stella Dauer

Editora-chefe do Projeto EuTestei, que reúne resenhas e tutoriais para aqueles que querem comprar seus eletrônicos.

Publicado em 17/02/2008, em Evento e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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