Arquivo da categoria: Teste de produto

Tablet Wacom Bamboo Fun

Esses dias botei a mão num dos lançamentos da Wacom, a Bamboo Fun. Uma mesa digitalizadora muito simpática, com design bem Apple, extremamente confortável.

Convenhamos, eu sou canhota. Todo mundo por aí pode dizer que isso não tem nada a ver, mas no meu caso, tem. Eu faço coisas com a mão direita também, o que me torna uma ambicanhota (segundo o dicionário, sem habilidade com nenhuma das mãos). Estava certa de mais um fiasco, pois já tinha tido experiências traumáticas com tablets, mas tenho que admitir que fiquei impressionada com meus resultados na Bamboo. As características dela fazem com que ela pareça muito com lápis e papel. A àrea para desenho é feita de um material pouco abrasivo, mas um pouco áspero, o que garante a resistência da caneta no material. São 512 níveis de pressão detectados pela mesa, o que faz com que sua precisão seja incrível! O revestimento de borracha da caneta”gruda” ela melhor na mão, mas a ponta da caneta que funciona como apagador dá um pouco de aflição na hora do uso, por ser de um plástico mais liso. Acompanhando a tendência wide, a Bamboo tem sua área retangular, e não mais quadrada.

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Mesmo não sendo voltada apenas para o público profissional como a linha Intuos (na verdade, parece um produto que fica entre os dois tipos de consumidor), possui vários botões funcionais na mesa (diferente da linha Graphire), os chamados ExpressKeys. São quatro botões analógicos (que podem ser programados com o driver que acompanha o produto) e o TouchRing, uma área sensível ao toque que pode funcionar como zoom ou scroll, muito útil naquela hora em que você nãopode largar a caneta para utilizar os atalhos de teclado.

Entretanto, parece que a Wacom pensa que todos trabalhamos em ambiente assépticos, sem um grão de poeira. A Bamboo Fun é branca (pelo a menos a que eu testei. Também está disponível nas cores preta, prateada e azul)! E fosca! Pra quem utiliza tablets com freqüência, sabe que fica esfregando o braço em cima do equipamento. Em um mês, sua linda tablet branquinha pode estar amarelada ou encardida, precisando de limpeza constante.

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O modelo Fun vem com a caneta e o seu apoiador e também com um mouse sem fio (que aliás, também é branco fosco, mas desliza muito bem sobre a tablet, graças a um pedaço de tecido tnt que vem embaixo). Destaque para o cuidado da Wacom na hora de acondicionar tudo na caixa, que também vem com o cabo, ponteiras extras (muito útil!) manuais (com uma caixinha bastante parecida com a dos produtos Apple), CD de drivers (para Mac e PC) e CD com bundle software (Photoshop Elements, Corel Painter Essentials e Nik Color Efex, muito legal, pronto para trabalhar).

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Não confunda os produtos. Existe a Bamboo e a Bamboo Fun. A Bamboo tem uma cara mais séria (tipo a Intuos), vem sem o mouse sem fio (mas está mais barata, por volta de R$ 270) e está disponível apenas no tamanho pequeno e na cor preta. O nome Bamboo vem da história de que, da mesma forma como os primeiros instrumentos de escrita na Ásia foram criados com bambu e pele, a Bamboo da Wacom reinventam a caneta para o século 21 e oferecem uma nova liverdade de escrita para a nossa época.

A Bamboo Fun é uma tablet para quem não precisa de tudo o que a Intuos oferece, ou não tem o dinheiro para comprar uma.

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Nos tamanhos pequeno e médio, os preços são bastante aceitáveis não só no exterior, mas também aqui no Brasil (perece que essa frase vem se tornando mais popular ultimamente). A pequena está diponível por R$ 432, e a média por R$ 810 (preços sugeridos).
Tamanhos:

Pequeno: 8.4″ x 7.3″, com àrea ativa de 5.8″ x 3.7″

Médio: 11″ x 9.3″, com àrea ativa de 8.5″ x 5.3″

Site do produto: www.wacom.com/BambooTablet/bamboofun.cfm

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Mouse Razer DeathAdder

Hoje tive a oportunidade de testar o mouse DeathAdder, da Razer, é um mouse para gamers, mas suas características servem muito bem para quem é designer, desenhista, artista, etc., por sua impressionante acuidade e sensibilidade.

Só pra você ter uma idéia, o sensor dele é de infravermelho 3G, de 1800dpi de definição. Apenas para comparar com o que eu uso aqui, o Mighty Mouse da Apple, esse é óptico e tem 800dpi, nem metade do que o DeathAdder. Ele tem uma resposta de 1ms, comparado a 8ms de outros mouses para gamers. A diferença entre um mouse óptico e um infravermelho é que os dois tem o mesmo princípio básico, fazendo leituras da superfície e calculando os movimentos através dos flashes de luz que emite. Porém, o chamado óptico (porque o infravermelho também é óptico) usa um LED para captar a superfície, enquanto o infravermelho utiliza um laser, proporcionando uma resolução maior nos flashes capturados. O mouse óptico convencional tem umchip com sensor que tira “fotos” da superfície conforme se move o mouse. Essas imagens são comparadas e assim o chip determina quantos pixels o mouse moveu e em qual direção. Nos mouses infravermelho, um laser brilha na superfície, e a luz desse brilho volta para o próprio laser. O movimento na superfície muda a freqüência da luz refletida em um movimento chamado DopplerShift. A diferença entre a freqüência entre a luz emitida e a refletida é captada por um sensor de foto-diodo, que regula a energia gasta no mouse. Essa regulação corresponde ao quão rápido a superfície está se movendo sob o sensor. A direção do movimento é medida pela variação de freqüência dos dois lasers posicionados ortogonalmente. ODeathAdder é ainda mais rápido e com mais acuidade porque o fato de ser para jogos faz com o que o laser fique ligado ininterruptamente para captar os movimentos instantaneamente (os mouses infravermelhos normais são programados para diminuir a intensidade do laser quando não estão em uso, para aumentar a vida útil e economizar bateria – quando sem fio –).

Para o mundo gamer, toda essa acuidade ajuda na hora de mirar inimigos com seus rifles, mais precisão na hora de andar, se esconder, etc. Para os criativos, significa mais facilidade na hora de retocar fotos, fazer desenhos vetoriais, entre outros trabalhos.

A sensação de usá-lo é muito boa. O teflon especial que tem embaixo dele torna-o extremamente silencioso, e elimina a sensação de estar gastando plástico na mesa, como no caso do Mighty Mouse. Além disso, ele é 2.5x mais rápido do que os mouses normais. No meu iMac G5, tive que colocar a velocidade do mouse no mínimo, e ainda assim ele está mais rápido do que eu queria utilizar.

Ele tem, ao seu lado, dois botões programáveis mas, infelizmente, não pude testá-los, porque o driver que acompanha o produto não tem versão para Mac. Um ponto negativo para a Razer, que em seus produtos mais antigos disponibilizava um driver (bugado, mas disponibilizava). No design do produto em si, nada a reclamar. Apesar de ser mais trambolhudo que o Mighty Mouse (que é minimalista ao extremo), ele é extremamente ergonômico, e se encaixa perfeita e suavemente à mão. A camada de borracha que fica em cima dele proporciona ainda mais conforto no uso (pena que, pelo que dá pra ver, 1 ano de uso intenso e essa borrachinha vai pro brejo), evitando que a mãoescorregue. O clicar do mouse é como nos outros mouses da Razer: silencioso e macio. Ah, outra vantagem: em relação aos outros modelos da Razer, esse é bem pouco “palhaço”, pois só fica aceso no scroll e no logotipo da empresa (nada comparado aos outros, como o Diamondback, o Copperhead,o Kralt ou o Boomslang). Porém, o fio extremamente comprido atrapalhou um pouco em cima da mesa, e o fato de usá-lo sem mouse pad fez com que ele sujasse muito rápido, e incomodasse na hora de realizar tarefas que exigiam mais precisão.

Seu preço aqui no Brasil está por volta de R$ 260 (o Mighty Mouse está R$ 300). Para um mouse bom como esse, que bate pau a pau com os melhores da Microsoft, vale a pena.

Site do produto

Prós: Silencioso, ergonômico e muito rápido. Grande acuidade.

Contra: Suja muito rápido embaixo, fio muito comprido.

Preço: R$ 260 (aprox.)

Onde encontrar: www.smartdata.com.br